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COMPOSTAGEM: DO RESÍDUO AO BIOFERTILIZANTE!

Adubo

A compostagem é uma alternativa de baixo custo para tratamento biológico de efluentes e resíduos orgânicos que permite valorar estes substratos por meio da produção de biofertilizante. A desvantagem desta técnica para estabilização da matéria orgânica consiste principalmente no elevado requisito de área e no consumo energético (eletricidade/diesel).

Esse processo, definido como uma bioxidação aeróbia exortérmica (oxidação da matéria orgânica, com presença de oxigênio e liberação de calor), permite recuperar a matéria e os nutrientes contidos nas águas residuárias e no lixo, bem como reduzir a quantidade de material enviado a aterros e lixões.

O desempenho de uma usina de compostagem é condicionado ao pré-tratamento do material a ser processado e ao monitoramento da operação durante a degradação aeróbia (na presença de oxigênio) da matéria orgânica. 

As principais atividades a serem desenvolvidas previamente à compostagem são: triagem, para remoção de materiais não biodegradáveis (plásticos, metais, vidros, etc.); trituração, para redução do tamanho das partículas do material a ser processado; mistura entre material fresco e composto estabilizado, para inoculação do substrato orgânico; e suplementação nutricional, para adequar, principalmente, a relação entre o carbono e nitrogênio (C/N). Outras atividades, tais como higienização e correção do teor de umidade, também devem ser realizadas previamente à compostagem a depender do substrato orgânico processado.

Durante a compostagem, deve-se garantir condições adequadas para que os microrganismos responsáveis pela degradação aeróbia da matéria orgânica possam se desenvolver. Para tanto, é fundamental monitorar, principalmente, o teor de água, pH e a temperaturas nas leiras de compostagem. Estes parâmetros devem seguir valores de referência em função da fase de processo em que o composto se encontra. 

Durante todo o processo, deve-se garantir a presença de oxigênio nas leiras de compostagem para manutenção dos microrganismos aeróbios responsáveis pela degradação da matéria orgânica. Para este fim, pode-se utilizar revolvedores mecânicos, tambores rotativos, aeração forçada e aeração passiva.

A qualidade do biofertilizante obtido é intimamente relacionada ao material que é processado na usina de compostagem, sendo sua composição, portanto, variável.

Ressalta-se que, além de garantir condições satisfatórias para o desenvolvimento dos microrganismos aeróbios (aeração, temperatura, umidade, pH, nutrientes, etc.), as usinas de compostagem devem prever sistemas para controle de odores, chorume e vetores, bem como destinar adequadamente os rejeitos produzidos.

Em relação à compostagem, podemos auxiliar você, dentre outros, nas seguintes atividades:

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